domingo, 1 de dezembro de 2013

Oi pessoal!

Estive pensando: uma das coisas que mais gosto de fazer na cozinha é bolo. O bolo, pra mim, é a demonstração mais pura do afeto. Preparar um bolo exige cuidado, e só quem ama muito tem paciência e carinho suficientes para fazer um bolo perfeito: medir os ingredientes, preparar como a receita manda tin-tin por tin-tin, olhar o forno toda hora para ver se não passa do ponto. E tem coisa mais gostosa que chegar em casa e encontrar na mesa um bolo quentinho?

Lembrei de um texto que expressa exatamente o que quero dizer:

      Poucas coisas neste mundo são mais tristes do que um bolo industrializado. Ali no supermercado, diante da embalagem plástica histericamente colorida, suspiro e penso: estamos perdidos. Bolo industrializado é como amor de prostituta,feliz natal de caixa automático, bom dia da Blockbuster. É um anti-bolo.

Não discuto aqui o gosto, a textura, a qualidade ou abundância do recheio de baunilha, chocolate ou qualquer outro sabor. (O capitalismo, quando se mete a fazer alguma coisa, faz muito bem feito). O problema não é de paladar, meu caro, é uma questão de princípios.                   Acredito que o mercado de fato melhore muitas coisas. Podem privatizar a telefonia, as estradas, as siderúrgicas. Mas não toquem no bolo! Ele não precisa de eficiência. Ele é o exemplo, talvez anacrônico, de um tempo que não é dinheiro. Um tempo íntimo, vagaroso, inútil, em que um momento pode ser vivido no presente, pelo que ele tem ali, e não como meio para, com o objetivo de.
      Engana-se quem pensa que o bolo é um alimento. Nada disso. Alimento é carboidrato, é proteína, é vitamina, é o que a gente come para continuar em pé, para ir trabalhar e pagar as contas. Bolo não. É uma demonstração de carinho de uma pessoa a outra. É um mimo de avó. Um acontecimento inesperado que irrompe no meio da tarde, alardeando seu cheiro do forno para a casa, da casa para a rua e da rua para o mundo. É o que a gente come só para matar a vontade, para ficar feliz, é um elogio ao supérfluo, à graça, à alegria de estarmos vivos.
      A minha geração talvez seja a primeira que pôde crescer e tornar-se adulto sem saber fritar um bife. O mercado (tanto com m maiúsculo como minúsculo) nos oferece saladas lavadas, pratos congelados, comida desidratada, self-services e deliverys. Cortar, refogar, assar e fritar são verbos pretéritos.
      Se você acha que é tudo bem, o problema é seu. Eu vou espernear o quanto puder. Se entregarmos até o bolo aos códigos de , estaremos abrindo mão de vez da autonomia, da liberdade, do que temos de mais profundamente humano. Porque o próximo passo será privatizar as avós, estatizar a poesia, plastificar o amor, desidratar o mar e diagramar as nuvens. Tô fora.
http://blogdoantonioprata.blogspot.com.br/2007/10/time-is-honey.html

Na quinta-feira à noite, decidi que ia fazer um bolo para levar para os amigos do trabalho. Optei por fazer uma receita nova, um Bolo de Iogurte com Casquinha de Canela. 

Eu juro que ia levar para o trabalho, mas o bolo exalou um cheiro tão bom que ninguém aqui em casa deu conta: todo mundo comeu. Resultado: como levar só meio bolo?

Coloquei apenas algumas fatias numa vasilha, pensando em oferecer para quem quisesse experimentar.

Ouvi uma coisa gostosa demais: "Nossa, tem gosto de bolo feito mesmo, caseirinho".

Tem coisa melhor?

Vamos lá?

Bolo de Iogurte com Casquinha de Canela




Ingredientes:

- 4 ovos
- 1 xícara de chá de óleo
- 1 pote (170 g) de iogurte natural integral
- 2 xícaras de farinha de trigo peneirada
- 2 xícaras de açúcar (mal cheias) peneirado
- 1 colher de sopa de fermento químico em pó
- 1 pitada de sal

Para untar:

- 1 colher de sopa de manteiga
- 1/2 xícara de chá de açúcar cristal
- 1 colher de sobremesa de canela em pó

Modo de fazer:

1. No liquidificador, bata os ovos, o óleo e o iogurte.
2. Misture a farinha, o açúcar, o fermento e a pitada de sal numa tigela.
3. Despeje o conteúdo do liquidificador na tigela dos ingredientes secos.
4. Misture tudo delicadamente até que fique uniforme.

Untando a forma:

5. Passe bastante manteiga em toda a superfície de uma forma com furo no meio.
6. Misture o açúcar e a canela e polvilhe sobre toda a superfície da forma ja untada.
7. Asse em forno pré-aquecido a 220ºC até que ao espetá-lo com um garfo não saia nenhum resíduo.


O bolo tem uma textura ótima, super fofinho, úmido... E a casquinha de açúcar com canela? Ai, ai... É de comer rezando.




quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Hummm... Meu tio Wilson adora cozinhar. E se tem uma coisa que ele sabe fazer bem é isso.

Outro dia ele veio cozinhar aqui em casa no almoço, e fez uma batata simplesmente di-vi-na. É claro: peguei a receita e já fiz não sei quantas vezes.

Tá aí um acompanhamento trivial e ao mesmo tempo diferente! 



Essa batata vai bem com qualquer carne, mas também é um sucesso quando servido como petisco. Com cervejinha gelada, hein?



Vamos lá?

Batatas do Tio Wilson


Ingredientes:

- 500g de batatas miúdas cozidas com a casca (lave bem antes)
- 3 colheres de sopa de manteiga
- 1 colher de sopa de tempero pronto (usei o meu tempero caseiro)
- 1 colher de sopa de orégano
- 1 colher de sopa de colorífico (se gostar, substitua por páprica picante)
- 1/2 colher de sopa de pimenta calabresa
- 1/2 colher de sopa de alho desidratado 
- outros temperos a gosto

Modo de Fazer

1. Cozinhe as batatas até que estejam macias, mas firmes.

2. Numa panela, derreta a manteiga e doure levemente o tempero.

3. Acrescente todas as especiarias e mexa bem.

4. Despeje as batatas e envolva-as no líquido da panela.






Depois de cozidas, 5 minutinhos e você tem um acompanhamento/ pestisco delicioso e diferente!


  • Se quiser, tire a casca (dá mais trabalho, né);
  • Use outros temperos;
  • Substitua a manteiga por azeite
E faça das batatas do "tio Wilson" as suas batatas. 



Receitas foram feitas para não serem (totalmente) seguidas!







sábado, 23 de novembro de 2013

Quem nunca passou por isso, definitivamente, não teve infância.

Quem nunca foi convidado para "um bolinho" na casa do fulano? O "bolinho" era uma forma carinhosa de comemorar o aniversário do filhote sem gastar aquela grana. 

Eu fui a muitos aniversários em que a gente comia cachorro quente e depois do parabéns tinha bolo com refrigerante. Que saudade!

Aí outro dia alguém me perguntou "Giulia, você sabe fazer bolo gelado?" e eu não sabia!
Mas aprendi.

E agora todo mundo vai matar a saudade das festinhas de infância: sabe aquele bolo de coco, gelado, embrulhado no papel alumínio?


Bolo Gelado de Coco

Rendimento: 20 pedaços generosos






Ingredientes:

Bolo Básico: 

- 4 ovos (gemas e claras separadas)
- 1 xícara de chá de leite quente
- 2 xícaras de açúcar
- 2 1/2 xícaras de farinha de trigo
- 6 colheres de sopa de amido de milho
- 1 colher de café de essência de baunilha
- 1 colher de sopa de fermento químico em pó

Para a calda:

- 1 lata de leite condensado
- 1 garrafa de leite de coco
- 3/4 de xícara de leite
- 2 pacotes de coco ralado


Modo de Fazer:

1. Bata as gemas e o açúcar até que a mistura fique mais clara (usei batedeira).

2. Acrescente o leite quente e a essência de baunilha e bata mais um pouco. 

3. Numa tigela peneire a farinha, o amido de milho e o fermento.

4. Despeje a mistura líquida na tigela com os ingredientes secos e incorpore levemente ( quanto mais força, mais duro o bolo fica, então é de leve mesmo, tenha paciência).

5. Por último, bata as claras em neve e incorpore-as levemente à massa.

6. Unte e enfarinhe uma forma retangular e despeje nela, com cuidado, a massa.

7. Leve ao forno por +/- 25 minutos (dependendo da potência do seu forno) em temperatura de 220º a 250º C. 

OBS.:

O bolo cresce muito, e depois abaixa um pouco. Para saber se pode abrir o forno, dê uma balançadinha no fogão e veja se a massa balança muito. O ideal é esperar que o bolo abaixe um pouco e fique levemente dourado.

8. O bolo estará pronto quando, ao ser espetado por um garfo, esse saia limpo.

9. Espere o bolo esfriar, fure-o por cima com um garfo e depois corte-o em quadradinhos.




Passando na calda

1. Para fazer a calda, misture o leite condensado, o leite de coco e a xícara de leite numa tigela.

2. Coloque o coco ralado num prato.

3. Pegue cada um dos quadradinhos, molhe-os completamente na calda e depois passe-os no coco ralado.

4. Embrulhe cada pedaço no papel alumínio (corte quadrados grandes do papel enquanto o bolo assa).

5. Deixe gelar na geladeira por pelo menos 4 horas antes de comer.



quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Oi gente!

Tô sumidinha né? 

Andei fazendo vários pratos e ficou um monte de coisa acumulada pra colocar aqui, mas tenho uma triste notícia: minha câmera estragou, usei o celular do namorido e... O danado do celular apagou todas as fotos! Vou ter que refazer os pratos! :(

Mas nem tudo está perdido: Tenho duas receitinhas lindas salvas no meu celular. Alegria!!!

Vamos lá?

Hoje eu trouxe o Frango Supremo. Um frango especial, ao forno, com um creme de milho ma-ra-vi-lho-so.

(Essa receita é boba toda vida. E você vai se sentir um chef com o elogio de todos).


Almoço Express - Frango Supremo




Ingredientes:

- 500 g de filé de frango picado em cubinhos
- 1 cebola média picadinha
- 1 xícara de chá de alho poró em rodelas finas
- 1 fio de azeite
- tempero a gosto para o frango

Para o creme:

- 1 lata de milho com a água
- 1 caixinha de creme de leite
- 1 pacote de sopa de creme de cebola
- 1 copo de requeijão


Modo de Fazer:


Frango

1. Tempere o frango a gosto, moderadamente. É importante lembrar-se de que o creme de milho também será temperado.

2. Leve o frango a uma panela com um fio de azeite e doure-o levemente.

3. Acrescente à panela a cebola e o alho poró, e espere uns 2 minutinhos até que murchem um pouco.

4. Despeje o frango numa travessa.



5. Faça o creme de milho: despeje o milho com a água, o creme de leite, o requeijão e o pó da sopa de creme de cebola no liquidificador. Bata tudo.

6. Despeje todo o creme de milho por cima do frango e coloque tudo para assar em forno médio até que o creme fique levemente corado.




O resultado final é um frango que parece estrogonofe, mas tem um gostinho diferente, que você não consegue explicar. É trivial, é fácil e é diferente!




















Essa receita rende 4 boas porções. Se for cozinhar pra mais gente, dobre a receita!

sábado, 9 de novembro de 2013

Hummm..... Andei falando tanto de pizza por aqui que acabei ficando com vontade de comer.


E aí pensei: vou fazer massa de pizza!



Mas só quem já fez massa de pizza sabe o trabalho que dá: amassar, sovar,deixar crescer, abrir, cortar, deixar crescer de novo, pré-assar, rechear, assar de novo.



É uma maratona!



Aí eu tive uma ideia bacana que juntou o útil ao agradável:



Eu tinha aqui uma receitinha de massa para torta salgada. E eu adoro massa de pizza fofa, macia. E resolvi ver se dava certo fazer uma pizza usando essa mesma base de massa.



Resultado? Massa de pizza de liquidificador: é bater, assar, rechear e levar ao forno só mais um pouquinho pro recheio derreter.



Aliás, se você estiver com pressa, pode até colocar o recheio na massa ainda crua. Vai ficar pronto tudo junto e vai ficar igualmente bom!




Massa de Pizza Vapt-Vupt (no liquidificador)





Ingredientes (para 2 pizzas finas ou 1 pizza grossa):

Para a massa:

- 4 ovos
- 1 xícara de chá de óleo
- 1 xícara de chá de leite
- 2 xícaras de chá de farinha
- 1 colher de sopa de fermento químico em pó
- 1 colher de chá de sal

Para untar:

- Azeite (ou óleo, ou manteiga)
- Fubá (ou farinha de trigo, mesmo)

Para preparar a massa para o recheio:

- Azeite
- Maionese a gosto (para 3 pizzas usei 3/4 de um pote grande)
- 1 sachê de molho pronto de tomate 

Recheio:

- Muçarela ralada (ralei uma peça de 3 dedos de espessura e deu direitinho pra 3 pizzas, sem excessos. Se você for queijólotro, ponha mais).

- Outros itens a gosto. Dei algumas ideias lá embaixo.


Modo de Fazer:

1. Bata todos os ingredientes no liquidificador. Use uma espátula para desgrudar a massa presa nas paredes do copo e bata novamente.

2. Unte uma forma para pizza de +/- 30 cm de diâmetro e enfarinhe-a (com fubá ou farinha).

3. Despeje a quantidade desejada de massa. Mas por que a quantidade desejada?

- Se quiser uma pizza bem grossa e fofa, utilize toda a massa.
- Se preferir uma pizza fina e também macia, divida a massa em duas formas.

Aqui em casa dobrei a receita e fiz duas pizzas finas e uma grossa. A grossa fez mais sucesso.

4. Coloque a massa para assar em forno pré-aquecido por aproximadamente 20 minutos (dependendo da potência do seu forno) até que ao espetar um garfo ele saia limpinho.

5. Retire a massa do forno e fure-a toda com um garfo.

6. Regue a massa com um fio de azeite.

7. Espalhe a quantidade de maionese desejada por cima da massa. Isso dará uma cremosidade incrível ao molho de tomate, que será colocado em seguida. 

8. Espalhe um pouco do molho pronto de tomate por cima da maionese.

9. Espalhe muçarela e faça seu recheio preferido.

Para as minhas pizzas, fiz três recheios:

- Pepperoni 
- Lombo Canadense 
- Salaminho 

Todas acompanhadas de requeijão em barra, cebola, orégano e azeitonas. Mas o recheio fica a seu critério. Eu fiz uma coisa mais rápida e simples mesmo, ando sem tempo.

                          


Dica boa:

Você pode saborizar a massa e dar aquele toque especial à pizza. Acrescente qualquer um dos ingredientes:

  • Parmesão ralado
  • Orégano
  • Alho Desidratado
  • Qualquer outra coisa que você ache que vai ficar bom e que não vai alterar a consistência da massa
O resultado final é uma pizza rapidinha de fazer e, se dúvida, deliciosa. É claro: não é uma massa de pizzaria. Mas é caseira! E é deliciosa, mesmo assim.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Outro dia mesmo falei do Birosca S2 por aqui. Esse lugar é delicinha mesmo.

Mas... do outro lado daquela mesma rua mora outra preciosidade gastronômica: o Santa Pizza.

Antes, para mim, sinônimo de pizza em Santa Tereza era a "Parada do Cardoso" (que também é um lugar muito gostoso e que me traz muitas lembranças boas, e sobre o qual ainda falarei aqui). Mas uma querida colega de trabalho, que também adora conhecer lugares legais, me falou sobre uma pizzaria diferente, muito boa, que ficava ali pertinho.

E eu fui lá.
E me deliciei.
E comi até ficar de barriga cheia (mesmo estando grávida de 6 meses, e portanto, já de barriga cheia).

A pizza de lá é tão boa, mas tão boa, mas tão boa que não tenho nem comparações para fazer.

E eu, que vivo dizendo que "pizza até quando é ruim é boa", devo agora dizer que "quando a pizza é boa, é melhor ainda".



Comendo Fora - Santa Pizza





Dados Gerais

Endereço: Rua Silvianópolis, 452 - Santa Tereza
BH - MG

Telefone: 2555-8222


FacebookSanta Pizza BH


A Pizzaria


Ah, eu não sei você, mas eu amo um lugarzinho rústico. Sabe tijolinhos aparentes, cadeiras de madeira, ladrilho hidráulico, iluminação indireta e delicada? 

Lá tem.

E é tudo simples, mas bem elegante. É romântico. É isso. É muuuuito romântico.

Tem mesinhas no passeio e dentro do salão. Aí você decide se prefere uma brisa gostosa ou um suave aconchego.


A Minha Visita

Depois de ouvir falar tão bem, logo mexi meus pauzinhos e fui jantar lá.

Como cheguei cedo (+/- 20h), não precisei esperar para conseguir mesa, mas pouco tempo depois todas as mesas já estavam ocupadas. A melhor opção é reservar uma mesa.

Fomos muito bem atendidos por um garçom simpático e discreto.

E daí pra frente a noite foi incrível.

Para a Entrada, pedimos uma porção de calabresa acebolada, que pelo cardápio do site não está mais sendo servida. Mas era muito bem feita e bem generosa (tão generosa que não conseguimos comer nem metade).

Lá agora têm sido oferecidos três sabores de massinhas de pizza superfinas e aromatizadas com parmesão, molho pesto, geléia de damasco e alecrim: sucesso garantido.

Como éramos apenas dois, pedimos uma pizza média, nos sabores Santa Clara e Santo Antônio.
É.
Lá as pizzas tem nome de santo. Nada mais justo: são mesmo divinas.
Massa macia, mas não mole. Molho adocicado. Recheio na quantidade certa, sem exageros. Temperos especiais.

Santa Clara é lombinho canadense com catupiry.
Santo Antônio é carne-seca com catupiry.

Não comemos sobremesas, pois como já disse, as porções são generosas e ficamos satisfeitos muito rápido. Mas me dá água na boca só de pensar em algumas das doces delícias que eles oferecem num extenso cardápio:

Pizza Santa Marta, de goiabada com requeijão.
Pizza Santa Efigênia, de banana, canela, chocolate e sorvete.

Torta crocante de doce de leite.
Brownie.
Petit gateau.

E mais outras tantas coisas que, só de pensar, engordo 23 quilos.

Acabei de perceber que preciso voltar lá. Pra experimentar as entradas novas, conhecer mais sabores de pizza e saborear pelo menos uma das muitas sobremesas que a casa oferece.

Vale o passeio. 



Você já foi lá? Conte-me como foi! 



terça-feira, 5 de novembro de 2013

Sabe bolo de fubá fofinho, daqueles que só vovó sabe fazer?

A receita de hoje é receita de vó. É de um livro muito antigo que eu guardo com carinho, na gaveta de livros de culinária que tenho na cozinha.

Há muito tempo quero fazer um bolo de fubá digno de se colocar aqui no blog. Acho que desde que, ainda grávida, fui à casa da avó do namorido e lá comi o melhor bolo de fubá da minha vida.

Esse não é o bolo dela, mas como diz o próprio livro de receitas antiguinho, é "fora de série".



Bolo de Fubá "Fora de Série"


Ingredientes:

- 3 ovos (gemas e claras separadas)
- 2 xícaras de chá de açúcar peneirado
- 150 g de manteiga em temperatura ambiente (é mais fácil usar manteiga em tablete)
- 1 caixinha de creme de leite (com leite de coco também deve ficar ótimo, só diminuir a quantidade de leite para 1/2 xícara)
- 3/4 de xícara de chá de leite
- 2 xícaras de chá de fubá peneirado
- 1 1/2 xícara de chá de farinha de trigo
- 1 colher de sopa rasa de fermento químico em pó
- 1 pitadinha de sal
- 1/2 xícara de chá de coco ralado
- 2 colheres de sopa de erva-doce

Modo de Fazer:


1. Bata as claras em neve e reserve-as.
2. Numa tigela, bata as gemas com o açúcar até que a mistura fique homogênea e mais clara.


3. Acrescente a manteiga à mistura de gemas com açúcar e mexa novamente.

4. Adicione o creme de leite.

5. Acrescente o fubá e misture delicadamente.

6. Acrescente a farinha e misture delicadamente.

7. Acrescente o  sal e o fermento, e misture mais uma vez.


8. A mistura ficará pesada, por isso é necessário adicionar leite. Adicione aos poucos para que a massa não fique mole demais.

9. Por último, adicione o coco e a erva-doce.

10. Em uma forma untada, despeje a massa e asse-a em forno médio até que o garfo saia limpo quando espetado na massa.


Prontinho! E o café da tarde fica mais gostoso assim.

























segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Hoje eu tive uma ideia, assim de repente.

E foi uma ideia muito boa, tão boa que pensei "Como não tive essa ideia antes?"

Quando a gente sabe de alguma coisa muito boa, a gente passa pra frente, para as pessoas de que a gente gosta. E é por isso que passo minhas receitas para vocês. Mas eu percebi que nunca falei para vocês sobre minhas boas experiências gastronômicas.

E eu gosto de ir aos restaurantes que aparecem nas revistas, gosto de ir aos restaurantes que vejo pelos lugares por onde passo, gosto de ir aos lugares que as pessoas me indicam. 

E agora vou passar a indicar esses bons lugares para vocês. 


Comendo Fora - Birosca S2



Dados Gerais:

Endereço: Rua Silvianópolis, 483 - Santa Tereza 
BH - MG

Telefone: 2551-8310

Funcionamento: Quarta a sábado - 18:30 às 00:00

Facebook: Birosca S2


Sobre o Bistrô:


Uma casinha verde. Ou azul, não importa. Móveis simples, parecendo realmente garimpados em antiquários, em casa de avós de cabecinha branca, em casas de tias de interior. E em cada móvel você vê uma historinha. Um requinte simples. Ou um simples requinte. Lindo. Lindo, lindo.

Lá a água não é cobrada.

Lá tem som de piano ao fundo.

Lá tem funcionários simpáticos.

Lá tem um ar descontraído que nenhum outro bistrô tem.

Lá tem uma comida simplesmente MARAVILHOSA. Eu queria muito cozinhar bem assim.

Quando você chega, de cara já sente um cheiro maravilhoso vindo da cozinha. Eles oferecem um menu pequeno, mas com bastante variedade. O serviço é rápido, não tivemos que esperar quase nada para que trouxessem os pratos.

Obs.: Se você não quiser ficar esperando 2 horas até conseguir uma mesa, ligue ou mande uma mensagem pelo facebook e reserve uma mesa. Porque lá é tão gostoso que além de ficar cheio, ninguém quer ir embora, aí fica difícil mesmo.


As minhas visitas


Esse bistrô eu descobri bem despretensiosamente, enquanto lia a Veja BH na casa dos pais do namorido.

A página da revista anunciava um lugarzinho pequeno e aconchegante que tinha uma lasanha de abóbora com linguiça e requeijão de cair o queixo. O melhor? Pertinho de casa! Claro que fui lá. Duas vezes.


A primeira vez a gente nunca esquece
Na primeira visita, fui sozinha com o bofe, e foi a primeira vez que saímos sem o pequenininho.
O que comemos:

- Entrada: Lombo com mel e mostarda e batatinhas com queijo gruyère (acompanhado de uma cestinha de pães)

Cara, isso estava divino. E como diz a Liz Gilbert, se no céu não tem uma coisa tão boa assim, não sei se quero mesmo ir pra lá. Molho delicioso (que fiz aqui em casa e deu super certo, depois passo a receita), batatinhas com casca, que estalam quando você morde, o toque do queijo... Hum, que fome. 

Mas imaginei meu Pão de Orégano passando no molho. Não que o pãozinho de lá estivesse ruim, longe disso.

- Prato principal: Lasanha de abóbora com linguicinha defumada e requeijão

Porque depois de tanta propaganda, não tinha como não ser essa a minha escolha. Ainda mais porque sou fã de abóbora moranga. Fã número 0 (frase de criança).

Eu fiquei o jantar todo tentando descobrir um saborzinho diferente que tinha lá no meio e não consegui. Acho que é erva doce. Na verdade não faço ideia do que seja. Mas é bom. Muuuuito bom.

Nesse dia não comemos sobremesa, caso contrário sairíamos rolando de lá e não precisaríamos nem do carro pra voltar pra casa.



Mas a segunda é ainda melhor!
Na segunda visita, eu e o namorido levamos minha cunhada e seu namorado. E, meu Deus, o cardápio já era outro e eu fiquei louca, cada coisa melhor que a outra.
Dessa vez, comemos:

- Entrada: Pedimos duas entradas, a bruschetta de carne de lata com molho barbecue e os hamburguinhos caseiros.

E a bruschetta foi, e pra sempre será, a melhor que já comi em minha vida.
O hamburguinho, meu Deus, é dos Deuses.


- Prato Principal: Queríamos muito comer uma costela que estava sendo servida pra todo mundo, mas quando chegamos a pedir já não tinha mais dela. Aí pedimos uma lasanha de peito de peru com alho poró.

Ainda quero voltar lá pra comer essa costela, mas devo ressaltar que a lasanha também estava perfeita. Deliciosa. Com queijinho douradinho e crocantinho por cima. Delícia.

- Sobremesa: Tiramisù

Sim, eu falo italiano, eu amo tudo que tem a ver com a Itália e eu NUNCA tinha experimentado Tiramisù.

Tiramisù pode ser traduzido 'nas coxas' como "me joga pra cima". E essa tradução está de bom tamanho: o que te joga mais pra cima do que uma sobremesa tão bem feita? Era tudo o que eu esperava.



Visitem a Birosca. Visitem. E depois me contem. 



quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Hoje a ideia foi trazer um "trivial revisitado".

Tem gente que odeia carne moída.

Eu adoro.

Adoro porque é uma das coisas mais versáteis que eu conheço. A carne moída pode aparecer em quase qualquer prato, pode adquirir diferentes sabores. No molho, no recheio, em forma de quibe, hamburguer, qualquer coisa!

A receitinha de hoje veio de uma ideia maluca de mandar moer, junto com a carne moída, bacon e lombo suíno. O resultado é maravilhoso e você pode comer tanto com arroz e feijão, como eu fiz, quanto no mini pão doce, com queijo, alface, tomate, maionese, fazendo um sanduichinho mesmo.

O negócio fez tanto sucesso que o namorido, quando chega em casa, pergunta "tem 'bifinho'?"

Vamos?

Hamburguinho



Ingredientes:

- 1 kg de carne moída (usei patinho)
- 400 g de bacon moído
- 400 g de lombo suíno moído
- 1 xícara de chá de proteína de soja em flocos (carne moída de soja)
- 1 xícara de chá de trigo para quibe
- 2 xícaras de chá de água
- 1 ovo
- 1 colher de sopa de farinha de trigo
- 1 colher de chá de fermento químico em pó
- +/- 4 colheres de sopa do meu tempero
- suco de 1 limão
- 1 cebola grande ralada ou picada em cubinhos pequenos (usei ralada)
- 1 xícara de cebolinha picada
- 2 colheres de sopa de orégano


Modo de Fazer:



1. Coloque a proteína de soja em uma tigela e o trigo para quibe em outra. Em cada uma das tigelas, despeje 1 xícara de água e deixe reservado por uma hora.

2. Junte a carne, o bacon e o lombo moídos em uma bacia e misture-os com as mãos (como pedi no açougue que tudo fosse moído junto, não tive esse trabalho.

3. Escorra o excesso de água da proteína de soja e do trigo para quibe e incorpore-os à massa de carne, um a um, até que a mistura fique homogênea. Sempre mexa com as mãos, amassando a carne por cima de si mesma.

4. Adicione o suco de limão e misture bem.

5. Adicione as colheres de tempero de acordo com seu gosto (já disse que tenho medo de sal). Eu, por mais nojento que seja, vou colocando tempero aos poucos e coloco um pedacinho da carne na boca para ver como está de sal.



6. Acrescente a cebola e misture novamente.

7. Acrescente a salsinha e, mais uma vez, misture.

8. Acrescente o orégano e, com as mãos já cansadas, misture mais uma vez.

9. Acrescente qualquer outra coisa que queira: louro em pó, coentro, açafrão, etc. Se quiser pode até mandar moer junto às outras carnes um pedaço de linguiça calabresa, deve ficar do bom!

10. Agora é hora de dar liga à carne: junte o ovo, a farinha, o fermento, e amasse bastante a carne, para que tudo fique bem distribuído. Se achar que a carne não está bem ligada (como uma massinha) acrescente mais uma gema e, se necessário, mais um pouquinho de farinha. 

No final, ficará assim:



Pronto!

Agora é só moldar os hamburguinhos:

11. Faça uma bolinha com a massa de carne.



12. Com a outra mão, amasse-a até formar o hamburguinho (como o que está em segundo plano na foto acima).


Modos de Cozimento:

1. Fritar em uma panela com +/- dois dedos de óleo. Ele grudará no fundo da panela de se soltará quando estiver fritinho, e aí você o vira pra dourar do outro lado. (Essa é a maneira mais gorda, e infelizmente a mais gostosa também)

2. Fritar em uma panela com um fio de óleo, apertando cada bifinho levemente contra o fundo da panela para que doure (também fica bom assim).

3. Assar em forno médio. (Essa opção é a mais saudável, e o bifinho também fica 'crocantinho').


E o resultado final é essa belezura:



















ATENÇÃO PESSOAL: Essa receita rendeu nada mais nada menos que 65 hamburguinhos!!! 

Se desejar uma menor quantidade, diminua as proporções ok?

Fiz no domingo pro almoço de família e até hoje tem.

Delícia bacana que varia a carne moída!

Vai fazer? Me conta como foi!