Mostrando postagens com marcador Dicas de Cozinha. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Dicas de Cozinha. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Hoje a receita é especial. 

É especial porque vamos falar da alma da comida: o tempero.

Vocês com certeza já se depararam com a seguinte situação: Você prova um prato que alguém fez, acha maravilhoso e pede a receita. Faz tudo di-rei-ti-nho como a pessoa te ensinou, e no final o sabor fica diferente.

"Como assim? O que será que fiz de errado?"

NADA. Você não fez nada errado. Você usou o seu tempero, que é diferente. Só isso.

AH: o tempero não é só a mistura de sal, ervas e especiarias que você usa. O tempero também muda de acordo com a mão que o manipula. Um pouquinho a mais ali, um pouquinho a menos acolá e pronto: temos um sabor COMPLETAMENTE diferente do, digamos, "original".

Por isso o que eu vou colocar aqui hoje é um passo a passo básico para que você faça um bom e básico tempero caseiro. Você pode acrescentar as ervas e os sabores que quiser. Pode fazer várias versões de tempero. É você quem vai dar uma cara nova à comida de casa.

DETALHE IMPORTANTE: Quando faço minhas receitas, sempre acrescento mais ervas, mais cebolinha, mais salsinha, mais alguma coisa, mesmo que essa coisa já esteja na massa do tempero. É claro, cada comida pede um toque diferente.

Vamos lá? Papel e caneta na mão! Ou ctrl+c e ctrl+v, também dá!


Tempero Caseiro Básico (e os meus acréscimos especiais)





Ingredientes para a Base do Tempero:

- 500 g de dentes de alho descascados
- 1 cebola grande picada em 8 partes (faça um X na cebola e depois pique cada pedaço em mais duas partes)
- 2 xícaras de chá de óleo
- Sal a Gosto (usei +/- 3 xícaras de chá)

Ingredientes que dão mais sabor ao tempero:

- 3/4 de xícara de chá de cebolinha picada
- 1/2 xícara de salsinha picada
- 2 raminhos de alecrim
- Algumas folhinhas de manjericão fresco
- 1 colher de sobremesa de pimenta calabresa
- 1 colher de sopa de orégano

(E aqui você ainda pode colocar louro, coentro, noz moscada, canela, enfim, tudo o que achar que vai dar mais sabor ao tempero).


Modo de Fazer (base do tempero):

1. No Liquidificador, despeje metade do óleo, metade do alho e toda a cebola. Vá pulsando o liquidificador (ligando e desligando) para que a mistura não agarre e pare de bater.

2. Vá acrescentando o restante do óleo e do alho aos poucos, sempre verificando a consistência: 

muito espesso = colocar mais óleo

muito líquido = colocar mais alho


Se você quer o tempero bem basicão, pode parar por aqui. Acrescente a quantidade de sal desejada (entre 2 e 3 xícaras), mexa bem e pronto.

Modo de fazer ( O Meu Tempero):

Se decidiu continuar e fazer um tempero mais ao estilo do que eu uso para as receitas em geral, você vai continuar usando o liquidificador.

3. Adicione a salsinha e a cebolinha e bata bem.

4. Acrescente o manjericão, o alecrim (ou o que você quiser) e bata bem.

5. Acrescente por último as ervas desidratadas, no meu caso pimenta calabresa e o orégano.

Prontinho! Só falta o sal!


6. Despeje todo o tempero no recipiente em que for armazená-lo.

7. Vá acrescentando sal aos poucos e mexendo. É importante provar para saber se a quantidade de sal está suficiente ou não. 



EU prefiro colocar menos sal no tempero e acertar o sal das receitas de acordo com a necessidade. Comida salgada não dá, gente!

Mas... se o seu tempero acabar ficando salgado demais, é só tomar cuidado e usar uma menor quantidade nas receitas!


Está aí: esse é o meu tempero, que vai virar o seu tempero, o da sua mãe, da sua tia... Essa receita é pra passar mesmo, gente!

Meu potinho de tempero e meu vasinho de alecrim! E o meu 'mise en place', claro!

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Como eu prometi lá no post "Cada prato tem seu vinho", estou trazendo pra vocês uma ideia refrescante, deliciosa e, acima de tudo, muuuuuuito elegante. É a água saborizada, ou aromatizada como chamam alguns, que nada mais é do que uma água bem geladinha acrescida de alguns ingredientes que dão um toque especial a ela.

E existe água saborizada de tudo que é jeito! Aproveitem!

Quando servir:

- No início de uma festa, reunião ou open house, quando as pessoas ainda estão chegando, fica muito bonito servir a água aromatizada. As jarras são muito coloridas e servem para abrir o apetite dos convidados. Fui a um casamento em que serviram água com vários aromas diferentes enquanto os convidados chegavam, enquanto tocava um violino ao fundo. Sensacional!
- Outra possibilidade é servir essa água aromatizada durante o jantar, ao invés de servir apenas a água pura. Fica interessante, os convidados vão adorar!

Como Servir:

- Numa festa maior, em que há garçons, esses podem passear pelos convidados com diferentes sabores de água aromatizada.
- Uma ideia para as pequenas recepções é separar um espacinho da casa e nele dispôr algumas taças e jarras de água com sabores variados. O cantinho vai ficar super colorido e os convidados vão achar a ideia muito delicada. Cada convidado se serve e pronto!


Como preparar sua Água Aromatizada:

Fácil demais!

Coloque um litro de água bem gelada numa jarra bonita,  acrescente alguns cubinhos de gelo e aromatize como preferir! Aqui vão algumas ideias:

Elegantes

1. Fatias finas de maçã, canela em pau, cravo da índia e algumas gotinhas de limão 
2. Pétalas de rosas (sem agrotóxicos) e algumas gotinhas de água de Rosas

Refrescantes

1. Fatias finas de laranja, folhas de hortelã e canela em pau
2. Fatias finas de laranja e alecrim
2. Fatias finas de limão siciliano com pedacinhos de gengibre
4. Fatias finas de limão tahiti com morangos

Chamativas

1. Morangos e cerejas com folhinhas de hortelã
2. Fatias finas de kiwi com framboesa

Olha como fica lindo!


E aí, o que acharam dessa dica? Experimentem e comentem!



Olá cozinheiros!

Fiz hoje um pãozinho de cebola e esperava colocar a receita aqui, mas não ficou assim tão bom para que eu pudesse de fato passá-la para frente. Por isso, enquanto não faço nenhuma outra receita com foto, decidi escrever sobre uma técnica básica de cozinha, que pode ajudar (e muito) na hora de executar corretamente uma receita. Essa técnica é o "Mise en Place", e embora muita gente já o utilize, quase ninguém o conhece por esse nome. 

Essa técnica ajuda principalmente aquelas pessoas que sofrem de amnésia (eu)
Como sempre pego os ingredientes só na hora de usar, é bem comum eu me esquecer de alguma coisa.

Criar o hábito de utilizar o "mise en place" é ótimo. A receita sai certinha, Usa-se menos vasilhas, enfim, uma beleza.

Mas o que é esse tal de "Mise en Place", gente?!

Vem do francês, e quer dizer "deixar no lugar". Em síntese, é pegar todos os ingredientes a serem utilizados, na medida certa, e deixá-los todos ao alcance das mãos. Assim, você não precisa pedir a ninguém que mexa a panela sem parar enquanto você corta a cebola, ou coisa parecida. Fica tudo ali, preparadinho, prontinho, é só pega e jogar na panela, no liquidificador, na tigela...

Observem essas fotos de "mise en place" que eu tirei da internet. Fofas!

 

É isso aí gente! Agora me respondam:  vocês separam bem bonitinho todos os ingredientes ou deixam para a última hora?

Beijinhos doces!

Seja Sincero: existe coisa mais gostosa que beber um vinho com uma pessoa de quem se gosta? É uma delícia degustar uma bebida tão marcante quando se está jogando papo pro ar, falando abobrinha, rindo à toa.

Conheço vários casais que têm na rotina o "dia do vinho". Eu só não tenho ainda porque estou amamentando no momento!

Mas para que esse bate papo com vinhos fique ainda mais especial, é preciso saber selecionar adequadamente o vinho que combina com cada tipo de comida. Sim! Cada prato tem seu vinho.

Minha mãe tem um recorte de jornal aqui em casa (dos anos 80, by the way), que tem uma matéria super legal sobre vinhos. Resolvi reescrevê-la, adaptando algumas coisas, para que todos os que quiserem possam consultar a lista e decidir que vinho vai melhor para a ocasião.

Olha que legal:


Cada prato tem seu vinho

(dicas retiradas do “pequeno guia de vinhos”, do autor cunha de Leiradella)



Aperitivos
Champagne brut
Vinho branco seco
Porto branco seco
Vermute seco

Entradas
Canapés – branco seco
Consomé – jerez amontillado ou madeira sercial
Sopa fria – qualquer aperitivo
Sopa cremosa ou quente – jerez amontillado ou madeira verdelho
Ovos frios – branco seco
Ovos quentes – tinto leve ou branco seco
Saladas sem vinagre – branco seco
Saladas com vinagre – sem vinho
(obs.: pode-se temperar a salada com o próprio vinho)

Massas
Tortas salgadas – branco seco
Vol-au-vent – branco suave

Massas com frutos do mar – branco seco
Massas com carne/queijo – tinto leve
Pizza – tinto leve ou rosé seco

Frutos do mar
Ostras cruas – champagne brut ou branco leve seco
Mariscos de concha – branco seco
Camarões e lagostas (cozidos) – branco suave
Camarões e lagostas (grelhados ou com molho) – branco seco
Lulas – branco seco
Frutos do mar em caldos (caldeirada, moqueca, etc) – branco seco

Peixes
Cozidos – branco suave
Fritos – branco seco
Defumados – branco seco
Grelhados – branco seco
Ao molho branco – branco suave
Bacalhau (cozido) – branco suave
Bacalhau (assado, ensopado, etc) – tinto ligeiro
Pastas de peixe – branco seco
Suflê de peixe – branco seco
Caviar – champagne brut

Carnes
Bovinas cozidas – tinto ligeiro
Bovinas – tinto encorpado
Vitela assada ou grelhada – tinto ligeiro ou rosé seco
Vitela ao molho branco – branco encorpado seco
Rosbife- tinto leve ou rosé seco
Porco (costela e lombo) – tinto leve ou branco suave
Presunto – tinto leve ou branco meio doce
Chucrute – sem vinho
Comida chinesa – branco seco
Goulash – tinto encorpado
Carneiro – tinto tipo bordeaux
Cabrito – tinto encorpado
Fígado – tinto leve
Língua – tinto leve ou branco seco
Salsicha fria – branco suave
Salsicha quente – branco seco
Carnes em conserva – tinto leve

Aves
Galinha (assada, grelhada, etc) – tinto leve
Galinha cozida – branco encorpado seco
Galeto – branco encorpado seco ou rosé seco
Coq-au-vin – tinto encorpado
Frango ao molho pardo – tinto encorpado
Frango ao curry – branco encorpado seco



Queijos


Suflê de queijo – tinto ligeiro ou rosé seco
Fondue de queijo – tinto leve ou branco seco
Massa azul (roquefort, gorgonzola, etc) – branco doce
Massa fresca (minas, frescal, ricota, etc) – branco suave ou rosé suave
Massa mole e casca  mofada (brie, camembert, etc) – tinto tipo bordeaux
Massa mole e casca lavada ( limburgo, etc) – tinto tipo borgogne
Massa prensada crua e semidura (prato, reino, port-salut, tilsit, etc) – tinto leve, branco seco ou rosé seco
Massa prensada cozida e dura (gruyere, emmental, provolone, parmesão, etc) – branco encorpado seco
Queijo de cabra – tinto leve ou branco doce

Doces
Chocolate e seus compostos – sem vinho
Demais tipos de sobremesas (bolos, tortas, suflês, frutas) – Champagne doce, Branco Doce



Algumas coisinhas importantes: 

1.  O champagne pode acompanhar sozinho o jantar. Comece pelo Champagne Brut e sirva o Champagne doce na sobremesa.

2.   A água sempre deve fazer parte das refeições. Ela prepara o paladar entre dois pratos ou dois vinhos, além de preencher a pausa entre um prato e outro. (É claro que você pode ser ber chique e servir para os seus convidados uma água saborizada. Ensinarei a fazer alguns tipos dela aqui no blog, em breve!)



3E aí pessoal, o que acharam? Comentem!